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30/08/2011

soneto da fidelidade ;*


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 

Que mesmo em face do maior encanto 
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento 
E em seu louvor hei de espalhar meu canto 
E rir meu riso e derramar meu pranto 
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive 
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 
Eu possa me dizer do amor (que tive): 

Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure.

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O coração da mulher, como muitos instrumentos depende de quem o toca.

Saint Prosper