costuma-se confundir “planejamento” com “predição do futuro”.
Quando chegamos ao final de mais um ano e olhamos tudo aquilo que foi planejado no início, em geral, prevalece a sensação de desprazer, pois se observa que muito do que foi planejado não se concretizou.
Por isso é comum iniciarmos os preparativos para o planejamento do ano seguinte com a sensação de descrédito e de pouca importância.
Se planejamento fosse a capacidade de prever ou predizer o futuro, sem dúvidas as empresas investiriam boa parte dos seus lucros, na contratação de videntes.
Por outro lado, planejar é algo que faz parte do nosso cotidiano, de um modo mais intenso do que talvez possamos imaginar.
Basta encostarmos a cabeça no travesseiro que tão logo começaremos a pensar no que iremos fazer no dia seguinte, ainda que para alguns isso não passe de poucos minutos e, para outros, questão de horas.
Costumamos voltar nossas atenções para o planejamento das ações de curtíssimo prazo. muito pouca energia é direcionada para o planejamento das nossas ações de médio e de longo prazos... Em geral, os nossos projetos de longo prazo costumam ser expressos, quando estamos insatisfeitos com algo e compartilhamos essas nossas insatisfações ou mesmo os nossos sonhos.
Planejar o nosso futuro no médio e longo prazos, requer que venhamos a refletir com maior profundidade.
As questões norteadoras de qualquer planejamento são:
- O que quero fazer da minha vida?
- Aonde mesmo eu quero estar daqui a 3, 5 ou 10 anos?
Deve-se traçar um caminho para o futuro, a fim de que aquilo que foi planejado não seja uma mera obra de ficção. Que aquilo que verdadeiramente queremos para as nossas vidas possa se concretizar.
O que se deve fazer após a elaboração de um bom planejamento:
É certo que ideal seria se tudo o que planejássemos viesse a acontecer conforme o roteiro traçado. Mero devaneio... A realidade e as intempéries do dia-a-dia estão aí não para fazer ruir, aquilo que planejamos, mas para, fundamentalmente,
(1) por à prova e questionar se aquilo que estamos fazendo é realmente aquilo que queremos e devemos fazer.
(2) para fazer com que adaptemos e sejamos flexíveis com o nosso planejamento, pois as condicionantes externas são muitas e nos fogem ao controle. Se se sabe com clareza o que de fato queremos e onde queremos chegar, tudo mais é e será perfeitamente passível de mudanças sem que isto venha a representar perda de foco ou qualquer coisa do tipo.
planejar é preciso
Ou seja, num primeiro sentido, planejar é algo necessário.
Não podemos deixar que a vida ou alguém nos conduza, no final, teremos apenas boas desculpas para nós mesmos por eventuais fracassos.
Num segundo sentido, planejar é algo que requer precisão, definição do que se quer de fato e aonde se quer chegar e como fazê-lo.
O certo é que planejar é uma atividade que não pode ser deixada de lado dada a sua importância, pois se constitui num momento em que paramos realmente para pensar e organizar as nossas ações com vistas à construção de um futuro e um mundo cada vez melhor de ser vivido.
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